PROJETO BIOMAS DEBATE MODELO SIMPLIFICADO DE REGULARIZAÇÃO AMBIENTAL PARA O AMAZONAS - Sistema FAERR|SENAR
  • Postado por: ASCOM/SENAR
  • 26 de Abril de 2019 às 09:34
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Brasília (17/04/2019) – O Projeto Biomas, parceria entre Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e Embrapa, promoveu na quarta (17) uma oficina para debater a criação de um modelo de Programa de Regularização Ambiental (PRA) que seja viável para o produtor rural do Amazonas.

A oficina é resultado de várias reuniões entre CNA e o governo estadual para debater possibilidades para elaboração desse modelo de PRA para ajudar o produtor a recuperar o passivo ambiental da sua propriedade.

Presidente da Federação de Agricultura do Amazonas, Muni Lourenço

“O Projeto Biomas tem diversas respostas e soluções para recuperação do passivo ambiental. Por isso, nós articulamos encontros com o governo do estado, em especial com a Secretaria de Meio Ambiente, para que conhecessem o projeto e suas soluções tecnológicas que são muito viáveis para nossa região e nosso estado”, afirmou o presidente da Comissão Nacional de Meio Ambiente da CNA e da Federação de Agricultura e Pecuária do Estado do Amazonas (Faea), Muni Lourenço.

A oficina recebeu representantes da Embrapa, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ), Serviço Florestal Brasileiro (SFB), Secretaria de Meio Ambiente do Amazonas e Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM).

“É de extrema importância a busca de uma estratégia simplificada, mas eficaz de recuperar áreas degradadas. Se nós trabalharmos com a questão bem simples e objetiva conseguiremos avançar na proposta que o Código Florestal determinou com a recuperação de passivos antes de 2008”, disse Eduardo White, gerente de Controle Agropecuário do IPAAM.

Eduardo White, do IPAAM

 O Projeto Biomas dará ao produtor acesso a técnicas de plantio e a espécies nativas da região por meio do site webambiente, sistema de informação interativo para auxiliar tomadas de decisão no processo de adequação ambiental da paisagem rural.

“Temos ali mais de 200 espécies nativas e estratégias desde a mais simples até situações mais complexas que são os sistemas agroflorestais, os SAFs, onde podemos fazer o consórcio com essas espécies nativas e assim trazer para o produtor não só o atendimento da legislação, mas também ter um retorno econômico”, afirmou Felipe Ribeiro, pesquisador da Embrapa.

Felipe Ribeiro, pesquisador da Embrapa

Para Sidney Medeiros, do Mapa, o acesso do produtor a essas informações será importante para regularizar sua propriedade, mas principalmente para que o “Brasil continue mostrando para o mundo que é capaz de ser uma potência na produção de alimentos e produtos agrícolas e associado a isso uma preservação ambiental”.

Na avaliação de Janaína Rocha, do Serviço Florestal Brasileiro, o modelo que está sendo proposto para o Amazonas poderá ser expandido para outros biomas do País.

Janaína Rocha, SFB

“A ideia é fazer um cardápio de modelos em que os produtores possam selecionar qual é mais adequado para seu imóvel e para sua realidade e que isso seja feito de forma coletiva, com o protagonismo da CNA e das instituições representativas dos produtores rurais, para que o produtor tenha a segurança de que a escolha de como será feita a regularização ambiental dentro do seu imóvel é dele.”

“Vamos começar com o Amazonas, mas queremos apoiar os estados para fazer esse PRA com foco na solução dos passivos ambientais e na sustentabilidade econômica da propriedade rural”, explicou Cláudia Mendes, coordenadora do Projeto Biomas na CNA.

Cláudia Mendes, coord. Projeto Biomas na CNA

“A oficina desta quarta-feira foi o primeiro passo para a criação desse modelo. Iremos fazer outras reuniões para tratar dessa iniciativa com outros órgãos, principalmente no estado”, reforçou Cláudia.

Outras estratégias também estão previstas no projeto piloto, como levar para os produtores do estado a assistência técnica desenvolvida pela Agência de Assistência Técnica do AM e a metodologia ATeG criada pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) que inclui a parte gerencial da propriedade. 


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